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O Centro Xingó de Convivência com o Semiárido surge a partir da negociação entre a Chesf e o Governo do Estado de Alagoas, visando a cessão de uso das instalações do antigo Instituto Xingó no município de Piranhas. Com este acordo, coube à Secretaria de Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (SEAGRI/AL) a incumbência de revitalizar as ações do Centro, com o intuito de contribuir com a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade social no estado e em todo Semiárido Brasileiro.

Após as primeiras discussões conceituais para revitalização do Centro, observou-se a necessidade de estender as ações de geração de renda com suporte à produção, ampliando a compreensão e a prática da convivência sustentável e solidária com o Semiárido Brasileiro. Com isto foram inseridas novas linhas de atuação focadas no desenvolvimento tecnologias sociais e de gestão socioambiental.

Com a parceria entre a SEAGRI/AL e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), e com a participação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), além do apoio à estruturação física do Centro, estão sendo viabilizadas e desenvolvidas ações e infraestrutura para atividades de pesquisa e extensão; capacitação e formação de técnicos e gestores; orientação e apoio à criadores e agricultores familiares; e difusão de práticas e tecnologias sociais.

Dentre as atividades produtivas do Centro, destacam-se ações de promoção da ovinocaprinocultura, avicultura caipira, apicultura, cultura de espécies forrageiras e biofábrica para produção de sementes e mudas.

Também estão sendo desenvolvidas unidades demonstrativas de cisternas para captação de água de chuva, bioconstrução e outras tecnologias sociais visando proporcionar melhores condições de convivência com a região semiárida.

O Centro possui uma área total de 70 hectares, com estruturas físicas e atividades de pesquisa, extensão e suporte a programas de apoio ao produtor.

Pretende-se que o Centro Xingó de Convivência com o Semiárido seja um importante gerador de conhecimentos, métodos e procedimentos aplicáveis à produção local, adequados ao semiárido nordestino, além de difundir práticas e tecnologias de baixa complexidade e alta replicabilidade em prol da convivência com o Semiárido Brasileiro e de outras regiões semelhantes no exterior.